FAQ - PERGUNTAS FREQUENTES
O Projeto Reflora é uma iniciativa criada para resgatar o DNA de indivíduos arbóreos que sofreram, foram impactados ou danificados pelas enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024 e assim, induzir o florescimento ultra precoce das espécies florestais para que possam retornar o mais rápido possível ao ambiente original sem perder sua base genética.
- Compartilhar conhecimento técnico com universidades gaúchas
- Testar os protocolos de resgate de DNA e indução de florescimento precoce desenvolvido na UFV para espécies alvo no RS;
- Resgatar em campo via enxertia espécies nativas que compõe o projeto e que apresentaram respostas positivas ao protocolo;
- Manter o DNA dessas árvores em viveiro (via plantas enxertadas) até que as condições do local original de crescimento da matriz estejam novamente aptas para retornar com esse DNA para o campo;
- Retornar com as plantas enxertadas desses materiais genéticos para campo com a indução de florescimento realizada;
- Produção de ultra-precoce de frutos e sementes antecipando os serviços ecossistêmicos fornecidos pelos indivíduos e espécies trabalhados no projeto (implantação de pomares de produção de sementes).
A técnica desenvolvida é baseada no processo de propagação vegetativa via enxertia de espécies arbóreas em risco de morte, afetados por eventos adversos, ou indivíduos de interesse ecológico e/ou econômicos, aliada a indução de florescimento precoce através da aplicação de fito regulador de crescimento, o PBZ (Paclobutrazol), que possui propriedade reguladora do crescimento (Soumya et al. 2017) e promove a produção de flores e frutos mais rapidamente (Gardner et al. 2016). Além dessa técnica, poderão ser utilizadas outras tecnologias para produção de mudas.
- Viabilizar o retorno do genótipo do indivíduo em senescência, danificado ou de interesse para o mesmo local de origem;
- Possibilitar o resgate de árvores isoladas ou atingidas por acidentes ambientais;
- Obter amostras de indivíduos representativos de uma população (variabilidade genética);
- Viabilizar o cruzamento entre indivíduos de diferentes populações;
- Gerar de sementes com maior variabilidade genética em tempo recorde, florescimento e frutificação em mudas;
- Recuperação acelerada e efetiva de áreas degradadas, associada a conservação da base genética de espécies em áreas afetadas por desastres ambientais.
Foram definidas inicialmente pelas universidades parceiras, 35 espécies florestais, são elas: Eugenia involucrata – cerejeira; Paraptadenia rígida – angico vermelho; Plinia peruviana – Jabuticaba de cabinho; Blepharocalyx salicifolius – murta; Myrcianthes pungens – guabijú; Casearia sylvestris – cha de bugre; Campomanesia xanthocarpa – guavirova; Myrsine umbellata – capororoca; Myrsine coriacea – capororoca ferrugem; Lueha divaricata – Açoita-Cavalo; Tetrorchidium rubrivenium – Canemaçu; Citharexylum myrianthom – Tarumã-Branco; Cordia trichotoma – louro-pardo; Handroanthus albus – Ipê-Ouro; Myrocarpus frondosus – Cabreúva; Myracrodruon balabsae – Pau-Ferro; Gochnatia polymorpha – Cambará; Patagonula americana – Guajuvira; Ilex paraguariensis - erva-mate; Cedrela fissilis – cedro; Erythrina falcata - corticeira da serra; Acca sellowiana - goiabeira serrana; Psidium cattleyanum - araça amarelo; Psidium cattleyanum var. purpuraceum - araça vermelho; Inga marginata - ingá-feijão; Eugenia uniflora – pitangueira; Erythrina crista-galli - Corticeira do banhado; Cabralea canjerana – Canjerana; Enterolobium contortisiliquum – timbaúva; Handroanthus heptaphyllus – ipê roxo; Mimosa scabrella – bracaringa; Apuleia leiocarpa – grápia; Sebastiania commersoniana – branquilho; Peltophorum dubium – canafístula; Eugenia pyriformis – uvaia.
36 meses, com possibilidade de renovação.
CMPC - Celulose Riograndense e EMBRAPII - Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial
Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA); Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI); Universidade Federal de Viçosa (UFV); Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS); Universidade em Santa Cruz do Sul (UNISC).
Os materiais vegetais serão coletados inicialmente em municípios atingidos pelas enchentes, como: Eldorado do Sul, Taquari, Santa Maria e Maquiné, sendo as áreas localizadas em áreas de produtores rurais e nos centros de pesquisa da Secretaria da agricultura, pecuária, produção sustentável e irrigação (SEAPI).
A princípio serão produzidos e entregues 6 mil mudas para plantio e restauração em áreas afetadas pelas enchentes, contudo, a expectativa é que sejam produzidas mais mudas.
Os plantios serão realizados em áreas rurais (públicas e privadas) dos municípios atingidos pelas enchentes de acordo com os locais de coleta e ocorrência das espécies selecionadas. Além da recuperação das áreas, também serão implantados pomares de produção de sementes nos centros de pesquisa da SEAPI e novas áreas à serem definidas.
Até o momento foram realizadas definições técnicas de nivelamento e estruturação do projeto, além de treinamentos teóricos e práticos realizados pela equipe da UFV para as universidades parceiras (UFRGS, PUC, UFSM e UNISC), a fim de compartilhar conhecimentos e treinar as equipes das universidades para a aplicação da técnica proposta. Diante disso, nos dias 19/08 e 21/08 foram realizados treinamentos teóricos e práticos em São Francisco de Paula/RS e Santa Maria/RS, respectivamente. Além disso, atualmente equipamentos, materiais e investimentos em estruturas para as universidades estão sendo cotados e adquiridos, o que vai auxiliar no processo de escalonamento do processo de produção de mudas para restauração das áreas afetadas.

1. Mapeamento e identificação de indivíduos florestais (matrizes) das espécies selecionadas que estão localizados nas áreas afetadas direta e indiretamente pelas enchentes de 2024; 2. Implantação das estruturas necessárias para produção de mudas nas instituições parceiras; 3. Aquisição dos materiais e insumos necessários para realização da técnica e treinamento das equipes responsáveis das universidades; 4. Aquisição e produção de porta-enxertos para realização da técnica de enxertia; 5. Coleta de material vegetal (propágulos vegetativos); 6. Aplicação da técnica em escala (enxertia); 7. Avaliação do comportamento de cada espécie (taxa de pegamento); 8. Plantio das mudas produzidas e enxertadas a campo; 9. Monitoramento.